Quem me lê normalmente deve achar que eu não suporto espanhóis, o que não anda muito longe da verdade. Mas o meu desconforto pelos espanhóis não é nada comparável aos meus dois ódios de estimação: os ingleses e os holandeses. Sobre os ingleses vou falar mais tarde, esses pulhas rabetas que gostam de dizer que têm connosco o «mais antigo tratado do mundo». Hoje vou falar sobre os laranjinhas, por muitos considerados os melhores alunos da Europa, e por mim rotulados como os vermes chupistas mais badalhocos da história da humanidade. Diz a história que os laranjinhas nunca tiveram grande sorte com os portugueses: não só no futebol, como nos episódios históricos onde nos temos cruzado. Pessoalmente acho que os laranjinhas são bons a fazer aquilo que os tornaram num país: parasitismo. Os holandeses são, na realidade, o povo mais parasita do planeta. Umas verdadeiras rêmoras alaranjadas coladas na barriga de um tubarão qualquer. Enquanto os espanhóis e portugueses definiam o Tratado de Tordesilhas (um tratado bem diferente daquele que falei há pouco com os ingleses), os holandeses, esses bostas sem imaginação que falam a escarrar, andavam atrás de nós, a sacar meticulosamente o que nós andámos a descobrir. Um bom exemplo disso é a cidade de Recife, no Brasil, descoberta por portugueses, tomada pelos badalhocos dos holandeses, para logo a seguir serem dali corridos por um joint venture de portugueses e indígenas. Hoje em dia, entalados no meio da Europa ocidental, os holandeses continuam a praticar o parasitismo ancestral que sempre os caracterizou. De vez em quando lixam-se. Assim como hoje. Isto porque quando têm que contar com eles próprios, e não com a sua propensão para chupar aqueles que andam à sua volta, os laranjinhas lixam-se. Lixam-se à grande.
Arrotem pelintras!
segunda-feira, junho 26, 2006
A Razão do Espremedor de Laranjas
domingo, junho 25, 2006
sábado, junho 24, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
A Razão do Orgasmo
No início dos tempos o orgasmo era uma coisa muito simples: só os homens é que o tinham, e servia para os avisar de quando é que tinham de parar.
Depois elas desataram a ter orgasmos e a coisa complicou-se de sobremaneira. Aquilo que era uma função básica da reprodução ganhou uma pluralidade de dimensões e, hoje em dia, o orgasmo tem mais funções que um telemóvel de última geração. Senão vejamos:
O orgasmo vende revistas: coloque-se a palavra «ORGASMO» a ocupar 1/3 da capa de uma revista e tem-se uma edição esgotada. O orgasmo é um barómetro de performance para eles e para elas – quantos mais, melhor. O orgasmo faz bem à pele. O orgasmo dá audiência ao Júlio Machado Vaz. O orgasmo desentope o nariz e tem efeitos anti-histamínicos. O orgasmo reduz a tensão e o stress. O orgasmo mais decibélico enfurece qualquer vizinho mais rebarbado. O orgasmo produz expressões faciais caricatas. O orgasmo aumenta a longevidade. O orgasmo tem efeitos inexplicáveis ao nível da auto-estima.
Se alguém duvida da capacidade feminina de complicar o que quer que seja, o orgasmo tira-vos todas as dúvidas. Ou seja, se têm dúvidas, tenham um.
Publicado originalmente em Junho de 2005
quinta-feira, junho 22, 2006
A Razão do Verão
Ontem foi oficialmente aberta a época de Verão. O Verão, como provavelmente saberão, é uma das quatro estações do ano. Já alguma vez perguntaram qual a hierarquia do Verão nas quatro estações? Qual é a ordem das estações? Há quem diga que o Verão é a segunda estação, dado que a Primavera é a estação de todos os inícios. A malta acredita que a vida começa na Primavera e que depois se despe à brava no Verão. Mas isso não interessa nada para o post de hoje. O que interessa mesmo é a razão do Verão se chamar Verão. Já pensaram nisso? Aposto que não. Nunca vos ocorreu pensar nisso, o que é um bom princípio, porque assim vão dar-me mais uns segundos da vossa atenção.
Não é difícil perceber porque o Verão é chamado de Verão. As razões são várias:
É nesta altura do ano que vocês verão a ruiva da paragem de autocarro com aquele micro bikini num fim de semana na Caparica, facto que vos dará novo alento no Inverno, quando a virem ali especada de sobretudo e com aquele ar de que lhe chuparam o sanguezinho todo (provavelmente no Verão passado).
É nesta altura em que vocês não verão aquelas intermináveis, inconsequentes, bacocas, provincianas e estupidificantes discussões na Assembleia da República porque os bostas estarão todos de férias a gozar o Verão.
É nesta altura que vocês verão que o melhor que têm a fazer é apanhar um belo sol e mamar umas belas cervejas em boa companhia e esquecer o patrão e os clientes, ambos chatos como a potassa.
Também verão a vossa pele a ficar mais escurinha, a vossa barriga a acusar os excessos de patuscada, as tardes a ficarem mais compridas e as noites a fundirem-se com a madrugada.
Verão nascer novas amizades e novos amores. Verão morrer malta em barda pelas estradas. Verão pôres do sol inesquecíveis, fins de dia irrepetíveis, noites perfeitamente olvidáveis, e nasceres do sol inenarráveis.
quarta-feira, junho 21, 2006
terça-feira, junho 20, 2006
A Razão da Gengivite
Um estudo realizado por uma universidade portuguesa demonstrou uma correlação entre a taxa de corrupção de um país e o copianço puro e duro nas escolas desse país. Em suma, se os alunos copiam barbaramente o mais provável é virem a contribuir para, anos mais tarde, já instalados nas suas vidinhas profissionais, se virem a demonstrar uns cábulas corruptos.
Não é novidade nenhuma verificar neste estudo que os alunos nórdicos são os que menos copiam (apenas 5%) e que os portugueses, espanhóis, e brasileiros se destacam orgulhosamente na muy real arte do cabulanço.
Não acredito que haja uma solução para o cabulanço. E consequentemente, a fazer jus às conclusões do estudo, também não acredito que haja uma solução para a corrupção. No entanto acredito que há males que podem ser minimizados, sendo que este é um deles. Bastava para isso proibir, ou mesmo coibir (recorrendo à violência física moderada – uns pontapés bem aplicados nas gengivas, por exemplo), que cada aluno cábula pudesse vir, no futuro, a desenvolver as suas tendências corruptivas. Uma coisa seria certa: a nossa classe política teria umas gengivas muito mais saudáveis.
segunda-feira, junho 19, 2006
A Razão dos Nuestros Hermanóides
É curioso ver o que um objecto esférico de couro e onze gajos para cada lado fazem a um país. Não deixa de ser curioso de ver como cada povo convive com a sua nacionalidade e o seu patriotismo quando confrontado com o fenómeno do desporto a um nível mais ou menos global. Para variar, hoje nem vou falar mal dos portugueses que, provavelmente porque já levaram tanto na tromba em Mundiais de futebol, até estão bastante contidos com o facto de terem chegado (pela segunda vez em quarenta anos) aos oitavos de final desta competição. A contenção portuguesa até me deixa uma pontinha de orgulho, pela maturidade (para não lhe chamar outra coisa) que estamos a demonstrar.
Hoje vou falar dos nossos hermanóides (nuestros hermanos mongolóides). Eles merecem. Eu só não acho que vivo no país mais ridículo do planeta porque tive a sorte de nascer ao lado de Espanha. É verdade. Os nossos hermanóides (desculpa lá Marco, mas é mais forte que eu) estão no Mundial como estão na vida: cheios de tesão nos primeiros minutos, a acharem que vão partir esta merda toda, verdadeiramente convencidos de que são os melhores do mundo até levarem (e o mais ridículo de tudo é que levam sempre) com a puta da realidade pelos «cuernos arriba». E aí, como bons espanhóis, reagem sempre da mesma maneira: negam. Negam tudo. Negam que o Mundial existe. Negam que alguma vez lá estiveram. E desligam rapidamente os aparelhos de televisão esquecendo que afinal, até à próxima, não são os melhores. É assim o patriotismo vizinho. Se Portugal é o cu da Europa, a Espanha é o seu membro fálico. Com ejaculação precoce. Opá vamo a por el Mundial!
domingo, junho 18, 2006
domingo, junho 11, 2006
A Razão do Patriotismo
sábado, junho 10, 2006
A Razão Filosófica
George Carlin
sexta-feira, junho 09, 2006
A Razão da Saudade
Há quem ache que se há por aí uma coisinha que deviam elevar a património da humanidade, não é Marvão (um dos candidatos) nem o Fado (outro dos candidatos e sujeito de uma das Razões anteriores), mas a Saudade. Esta é, na opinião de muitos e sem sombra de dúvida, um património nacional que devia pertencer ao mundo. Naturalmente que este é um raciocínio de pura retórica nacionalista. Quem somos nós para franchisar o significado de uma palavra? Uns palermas armados em exclusivistas que pensamos que, lá porque inventámos uma palavra que significa um sentimento, temos o direito e o topete de achar que o significado é nosso? Desenganem-se amiguinhos. Então vocês acham que só os portugueses é que percebem o que é sentir falta de alguém, de um momento, de algo que experienciámos um dia e que muito dificilmente voltaremos a experienciar? Tenham juízo…
A saudade, elevada a um nobre sentimento nacional com aspirações mundiais, é uma verdadeira fraude. É a prova de que nós achamos que somos diferentes dos outros só porque arranjamos uma maneira diferente de dizer que sentimos falta, que estamos nostálgicos. Os russos também achavam que eram os «donos» da Nostalgia só porque um sacana de um realizador chamado de Tarkovski decidiu cristalizar o sentimento num filme onde mostrava (à boa maneira secante de Manoel de Oliveira) um plano de uma janela onde, durante 10 minutos consecutivos, só chovia lá fora e mais nada se passava. Os povos têm destas merdas. Acham que é tudo deles.
Se querem elevar um sentimento lusitano a património mundial que o façam com a inveja. Esse sim, move a nação toda. A saudade é apenas uma paneleirice inventada por um grupo de gajos que nunca estão satisfeitos com aquilo que têm, e que só arranjam satisfação naquilo que perderam e nunca mais vão ter. Saudade, para mim, é uma canção da Cesária Évora, e o resto é retórica.
Publicado originalmente em Fevereiro de 2005.
quinta-feira, junho 08, 2006
A Razão do Potencial
Um dos conceitos com menos conteúdo em Portugal é o do Potencial. Quando afirmamos que alguém tem o potencial para se tornar outra coisa qualquer num futuro mais ou menos próximo, estamos tacitamente a dizer que, no presente, nesse preciso momento que vaticinamos o potencial do indivíduo, ele não tem aquilo que é necessário. Até poderá vir a ter, mas de momento não o tem. Essa é que essa. É a filosofia de «se a minha avó tivesse rodas seria um camião de oito rodados» em todo o seu esplendor.
O Potencial é um dos nossos complexos nacionais: fartam-se de nos dizer que o país tem imenso potencial (eu tenho sérias dúvidas) mas apesar disso não sai do seu costumeiro e ancestral «chove não molha». Este potencial nacional é perfeitamente questionável, se pensarmos bem. Temos o potencial de quê e para quê?? Não o temos certamente nos recursos naturais, onde somos líderes a descascar sobreiros e a extraír urânio empobrecido; não o temos nas práticas de gestão privada ou estatal que, como vamos sabendo, continuam a fazer-nos cair nos rankings da produtividade e da competitividade; poderíamos pensar que o potencial está no povo português mas... olhem lá para o povo português e digam-me sinceramente se descortinam algum potencial escondido.
Apesar disto, Portugal continua a ser encarado como um país com potencial para os imigrantes que já representam 7% do nosso PIB; para os investidores espanhóis que cada vez ganham mais dinheiro aqui; e para os «caçadores de cérebros», que encontram em Portugal um manancial de gente inteligente, barata, e cheia de potencial que já não tem paciência para queimar nem mais um neurónio para transformar esta telenovela mexicana numa série de culto.
quarta-feira, junho 07, 2006
A Razão das Obras
O construtor civil e toda a turba que o precede (pedreiros, pintores, canalizadores e electricistas) são o paradigma da nossa nacionalidade. Não há classe de gente que represente tão bem os portugueses como esta turminha bacoca. Ouvi de um belga uma vez que «só se percebe a essência do povo português depois de se ler Eça e de se fazer obras em casa». Só lhe posso dar razão, apesar de os belgas também não serem flores que se cheirem...
Uma obra em Portugal é sempre a mesma coisa: é obra. No início é só facilidades e orçamentos baratos, no meio é só facilidades e orçamentos acrescidos, e no fim (se é que podemos usar esta palavra) é sempre um «do mal o menos» e um custo proibitivo.
O que determina o final de uma obra em Portugal não é, curiosamente, a conclusão do último acabamento. Não. Normalmente uma obra é dada como acabada quando se acaba o dinheiro ou a paciência de quem a paga. E portanto, tal como o próprio país, tudo fica inacabado e atabalhoadamente concluído. Uma espécie de Santana Lopismo vigente que contamina todo este sector.
O construtor civil e a sua turminha só percebem uma linguagem: desenvolveram desde cedo um sentimento masoquista que só lhes permite funcionar quando levam pontapés na boca. Tratá-los com profissionalismo é contribuir para que a obra dure 4 vezes mais tempo. Aplicando uns pontapés na boca aqui e ali a obra consegue concluir-se no dobro do tempo.
Sabendo disto, quando decidi fazer obras em casa, segui os conselhos de um amigo alemão e defini com o meu construtor civil um contrato penalizador. Ele definia um prazo para a obra e por cada dia que ele se atrasasse pagar-me-ia uma determinada quantia. Medida Santa: já vou no terceiro construtor, o dinheiro das penalizações já deu para fazer uma piscina que não estava inicialmente prevista, e pelos vistos vou passar umas férias à borla no Brasil à conta do gajo que está lá agora. Recomendo-vos. O Brasil, não as obras.
Publicado originalmente em Maio de 2005.
terça-feira, junho 06, 2006
A Razão da Besta
Uns tipos com muito tempo livre apareceram por aí muito excitadinhos a afirmar que hoje, dia 6 de Junho de 2006, é o Dia da Besta. Isto porque numericamente a data tem a configuração 666, normalmente associada a uma Besta qualquer.
Não fazendo ideia do significará hoje ser o Dia da Besta, gostaria de dedicar este post a todas as bestas que conheço, e em especial:
segunda-feira, junho 05, 2006
A Razão Delinquente
Li hoje que o Estado gasta 16,2 milhões de euros por ano para manter em funcionamento 12 centros educativos de jovens delinquentes. Dado que o número total identificado de jovens delinquentes em Portugal é de 271, isto significa que a cada menor cabe a generosa quantia de 4.981 euros por mês (13 vezes o ordenado mínimo nacional).
A todos vós que estudam e estudaram durante dezenas de anos para engrossarem a lista de desemprego com um canudo inútil na mão, um conselho: dediquem-se ao crime, e já agora iniciem também os vossos filhos, porque pelos vistos aqui na telenovela mexicana a coisa compensa. E o Estado recompensa.
domingo, junho 04, 2006
A Razão Inicial
sábado, junho 03, 2006
A Razão Reveladora
sexta-feira, junho 02, 2006
A Razão Telefónica
quinta-feira, junho 01, 2006
A Razão do Trabalho Infantil
Ficou toda a gente escandalizada quando o Expresso publicou recentemente uma entrevista onde mostrava criancinhas portuguesas a trabalhar árdua e ilegalmente numa fábrica que fornece as lojas Zara. É interessante esta polémica do trabalho infantil no Portugal civilizado. Ficamos muito chocados e aborrecidos quando seres humanos com uma idade física abaixo dos 15 anos são postos a trabalhar e a ganhar ordenados miseráveis. E o que dizer dos gajos que têm uma idade mental abaixo dos 5 anos e que diariamente trabalham na Assembleia da República a ganhar ordenados duplos e a acumular regalias pornográficas? Alguém se chateia com estes? Não. Nisto do trabalho infantil, como noutras muitas coisas, temos dois pesos e duas medidas.
Foto: José Sócrates explica aos membros do parlamento a técnica correcta para tirar macacos do nariz.