terça-feira, dezembro 18, 2007

A Razão do Frenesim de Natal

frenesim
A malta está tão habituada ao frenesim de Natal que, este ano, não interessa nada que não haja dinheiro para comprar as prendas de Natal. O que interessa mesmo é sentir o frenesim. E aí vão eles, os tugas, a encher lojas e centros comerciais, cheios frenesim e de carteira vazia, numa perfeita simulação do que seria o Natal se o Estado não lhes tivesse ido buscar o dinheirinho todo em impostos e em mais valias absurdas.
É vê-los com um olhar perdido e sem sacos de compras nas mãos, a chocar uns com os outros como se tivessem pressa de chegar a algum lado. Os portugueses descobriram este ano um novo sentido para o Natal. Não interessa que se compre nada, até porque está tudo caro e o dinheiro escasseia. O que verdadeiramente interessa é desarrumar a cena. Desarrumar paulatinamente e sequencialmente todas as lojas abertas. Revirá-las do avesso. Levar os comerciantes à loucura perguntando os preços de tudo, até mesmo do que não está à venda.
O frenesim das compras de Natal deu lugar ao frenesim da desarrumação natalícia. Se não podemos comprar, ao menos que tenhamos a sensação que podemos escolher. Até ao infinito. Em direcção a lado nenhum. O costume…