sexta-feira, novembro 04, 2005

A Razão da Rescisão

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Devido a uma recente medida governamental Portugal será brevemente o país europeu com mais praticantes de artes-marciais e defesa pessoal. É que segundo o Governo, se é que desta vez eles não estão a mentir, os labregos que planeiam viver do fundo de desemprego à conta dos contribuintes deixarão de receber o pastel se o seu acordo de rescisão de trabalho fôr amigável. A solução passa por uma rescisão litigiosa. E nada mais litigioso do que arrefinfar um pontapé à Van Damme nas trombas do patrão, para poder receber um subsídio do Estado.
«Eu até já me apetecia ir-lhe aos fagotes» confidenciava um labrego a fazer tempo numa empresa para receber o seu, «então agora vou ter mesmo que fazer o gosto ao dedo».
Desde o início desta semana que se tem observado uma inscrição massiva de adeptos nas academias de artes-marciais. As modalidades mais procuradas têm sido o manejo do varapau dos pauliteiros de Miranda e o brandir selvático da Moca de Rio Maior, se bem que outras modalidades orientais como o Jiu Jitsu, o Taekwondo e o Shotokan tenham também observado uma adesão assinalável.A medida governamental teve um natural impacto na política de formação das empresas a operar em território nacional: os cargos de direcção e supervisão estão a ser alvo de uma reciclagem em defesa pessoal. É que os patrões não se importam de enveredar por um litigiosinho ou outro, mas não estão dispostos a sofrer traumatismos vários, a bem das contas públicas.
Face a estes recentes desenvolvimentos, o Governo está a equacionar a legalização de armas de fogo para tornar a medida mais eficaz, estando esta medida dependente do relatório, em curso, sobre o volume das pensões de viuvez e o seu agravamento na dívida pública.