Agosto, provavelmente o melhor mês do ano. Gosto de Agosto por mil e uma razões! Começa logo com aquela música fantástica que resume tudo:"Qual é o melhor dia para casar
Sem sofrer nenhum desgosto
É o 31 de Julho
Porque a seguir entra Agosto (a gosto)."
É o mês dos casamentos e eu adoro casamentos. Ouvir falar francês em todo o lado e ter a pequena sensação que estou na Cote d'Azur dos burgessos. Não tenho nada contra os emigrantes, só gostava é que fossem todos amordaçados e andassem a pé!
As matrículas amarelas vêm dar um novo colorido ao cinzentismo das estradas portuguesas e mais emoção também! Não me lembro como se conduz em França mas deve ser uma rebaldaria de todo o tamanho, a julgar pela imagem que nos é transmitida durante este mês.
Gosto quando os preços de tudo, mas tudo mesmo, sobem, para explorar o capital estrangeiro, que é nosso também, afinal não adianta falar português, somos assaltados na mesma.
Adoro a forma como os emigrantes manipulam o sistema. Os bares passam a ter uma longa festa de recepção ao emigrante, começa no dia 1 de Agosto e acaba no 31, com aquele som que perturba os clientes habituais, mas fideliza os nossos esforçados compatriotas que vem cá, humildemente gastar os cêntimos em shot's e cocktail's ao som de R'n'B (Ridículo e Burgesso) e acabam a vomitar as tripas em qualquer canto e esquina.
É sempre bom ver as correntes de ouro por fora da camisola ou da camisa, os cachuchos gigantes masculinos de permeio com as roupas coloridas e os sapatólios de dois andares das meninas. Admiro-me é como se consegue engatar uma rapariga deste calibre. Quem terá razão, o álcool?!
As filas para comprar uma simples cabeça de alho graças à afluência repentina de público de férias, que bom que é.
Ir a casa dos pais na terra para um merecido fim de semana de descanso e ter a alegria de comer apertado e massacrado pelos berros das crianças agrilhoadas à mesa "Voule pas manger". Estar a tomar banho e uma dessas deliciosas criaturas apagar a luz e não poder dizer carinhosamente "Acende a luz c@r@lh0!"
Encontrar um restaurante aberto, daqueles que somos habitués, onde somos tratados com carinho, que substituem a comida da casa materna, que à terça-feira serve arroz de feijão com pataniscas de bacalhau, é mentira. Cobardemente abandonam o barco como ratos e vão gozar as férias para outro sítio qualquer que não o nosso poliglota e cromaticamente animado Portugal de Agosto.
Só detesto uma coisa, a diminuição brutal do trânsito no centro das cidades, gosto é de confusão!
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